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Havia um tempo em que a informação era tida como algo de valor, robusta, essencial e aprofundada. Saber o que acontecia e transmitir essa compreensão era um ato de responsabilidade e valor.

Esse tempo passou e vivemos a era do imediatismo. Com a tecnologia tão presente em nosso dia a dia ficou muito fácil estar conectado 24 horas por dia. Cada vez mais queremos consumir informação e cada vez mais também filtramos menos essas informações.

A área da Publicidade, por exemplo, “sua a camisa” pensando cada dia em novas estratégias que possam fisgar a atenção do público. Afinal eles lutam contra um limite de tempo tolerável pelo público para transmitir a mensagem. São os 5 segundos antes do vídeo no YouTube ou então os 3 para captar o olhar do usuário do Facebook para a foto de um anúncio em seu feed. Realmente é uma batalha.

Nesse cenário, é certo pensar que a tecnologia transformou nossos hábitos e relações com o consumo de informação, de um lado para melhor, com diversas opções de conteúdo e de outro lado para pior, com uma falta de filtro desses conteúdos. E é aí que surge o problema com as informações falsas e distorcidas.

Com essa possibilidade de conexão integral, qualquer fato se espalha rapidamente e qualquer notícia ou informação alcança uma audiência gigante em questão de minutos, afinal estamos interligados em uma grande rede. Assim, uma notícia falsa sobre algo que possa prejudicar determinada população tem grandes chances de instaurar um pânico e gerar preocupação em massa.

Veja, por exemplo, o surto da febre amarela que recebeu destaque nesses últimos dias. Foram tantas as informações desencontradas que causou pânico e reações em diversas áreas do país. Postos de saúde ficaram sem vacinas, governo precisou agilizar sua logística e produção, ao ponto de fracionar as doses e garantir a vacinação de todos. Até campanhas de conscientização precisaram ser feitas para que a população parasse de matar macacos com a justificativa que eles transmitiam a doença.



Ou seja, houve a informação sobre o surto da doença, houve a transmissão dessa informação de forma ultra rápida e com essa velocidade houve também a distorção dos fatos e por fim o pânico social.

Assim, esse é um caso do que foi dito acima, a velocidade da informação e a falta de análise crítica da mesma é o grande problema da era da tecnologia e é algo que precisa a partir de agora começar a ser mudado.

Analisando esse cenário de consumo de informação, diversos sites de conteúdos, agências de notícias e organizações começam agora a se aprofundar em estruturas que tenham como objetivo principal criar o senso crítico do público e trazer a clareza da informação.

O destaque nesse meio se dá para as gigantes de tecnologia como Google e Facebook que recentemente vêm criando ferramentas de verificação de notícias, afim de evitar o caos em suas redes. O fact-checking é outra área que ganha força nesses últimos tempos, apesar de já existir há muitos anos, e com isso oferece análise de informações, checagem de dados e combate ao fake news, as chamadas notícias falsas.

Mas enquanto os grandes veículos e organizações importantes fazem o seu papel, nós não podemos esperar e devemos também iniciar nossas próprias ações, mesmo que pequenas, em prol de uma comunicação mais profunda e concreta.

Você pode começar, por exemplo, buscando desconstruir correntes de informações falsas espalhadas pelo WhatsApp, nos grupos da família ou do trabalho. Sempre que tiver dúvida sobre uma informação recebida, busque pela fonte, faça uma checagem própria em veículos confiáveis e caso constate que seja “fake news”, passa a informação correta e verdadeira a quem compartilhou com você.

É certo que essas pequenas atitudes são positivamente contagiosas e farão com que cada vez mais pessoas criem o hábito de analisar as informações, se aprofundar no conteúdo e assim desenvolver o próprio senso crítico e o entendimento profundo, que andam sumidos nesses últimos tempos.

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